A China comprará pelo menos US$ 17 bilhões em produtos agrícolas dos EUA todos os anos até 2028, anunciou a Casa Branca após a cúpula de dois dias em Pequim com o presidente Donald Trump. Essa é a principal conquista da viagem, que marcou a primeira visita de um presidente dos EUA à China desde George W. Bush em 2009. O comunicado da Casa Branca chamou o acordo de um grande passo para aliviar as tensões comerciais, embora não tenha mencionado tarifas — deixando essa parte das negociações ainda em aberto.

Um dia antes do anúncio da Casa Branca, o Ministério do Comércio da China divulgou sua própria versão das conversas. Segundo o ministério, ambos os países reduzirão tarifas sobre determinados produtos, mas não especificou quais nem em quanto. Um porta-voz do ministério confirmou que grupos de trabalho ainda estão finalizando os detalhes. A falta de especificidade deixou traders e agricultores na dúvida sobre o impacto real.

A visita de Trump a Pequim teve como foco suavizar as tensas relações entre EUA e China. Em um momento, os líderes até posaram para fotos com um golden retriever — o cachorro de Trump — antes de iniciarem as negociações. O comunicado da Casa Branca afirmou que ambos os lados concordaram que o Irã não pode ser permitido a construir armas nucleares, pediram a manutenção da abertura do Estreito de Ormuz para navegação e insistiram que nenhum país ou grupo deve cobrar pedágios em águas internacionais. Esses pontos sugerem que os líderes também estavam tentando alinhar posições em questões de segurança, não apenas no comércio.

Para os agricultores americanos, a promessa de US$ 17 bilhões é um grande avanço. No ano passado, as exportações agrícolas dos EUA para a China somaram cerca de US$ 20 bilhões, mas essas vendas têm sido imprevisíveis devido a tarifas e guerras comerciais. A soja, o milho e a carne suína foram os mais afetados. Se a China cumprir o acordo, isso poderia significar demanda estável por safras e gado americanos por anos. Ainda assim, a história mostra que acordos comerciais com a China muitas vezes são adiados ou reduzidos. Os agricultores lembram do acordo da fase um em 2020, que prometia US$ 36,5 bilhões em compras agrícolas — mas nunca atingiu a meta.

As reduções de tarifas, se ocorrerem, também poderiam ajudar. Atualmente, a China impõe tarifas de 25% sobre a soja dos EUA e 28% sobre a carne suína. Reduzir essas taxas poderia tornar os produtos americanos mais competitivos. No entanto, o Ministério do Comércio não especificou quais produtos seriam beneficiados ou quando. Isso dificulta o planejamento das empresas. Analistas afirmam que a falta de detalhes é típica das primeiras fases das negociações comerciais — ambos os lados estão testando as águas antes de se comprometerem.

O próximo grande momento será quando os grupos de trabalho finalizarem seus trabalhos. Se eles concordarem com cortes de tarifas, espera-se um anúncio nos próximos meses. Se não, o acordo de US$ 17 bilhões em produtos agrícolas ainda poderia prosseguir sem mudanças tarifárias. De qualquer forma, as negociações mostram que ambos os países estão tentando evitar outra guerra comercial, que prejudicou as duas economias. A questão agora é se essas promessas se transformarão em acordos reais ou apenas em mais declarações vazias.

O que acontece a seguir nas negociações comerciais entre EUA e China

O trabalho real começa agora. Ambos os lados precisam transformar essas promessas vagas em políticas concretas. Se as reduções de tarifas acontecerem, agricultores e exportadores sentirão a diferença rapidamente. Mas se as negociações se arrastarem, a China pode não cumprir a meta de US$ 17 bilhões. Na última vez que EUA e China fizeram grandes promessas comerciais, apenas cerca de metade foi cumprida. Desta vez, ambos os lados têm mais a perder se falharem.

Fique atento a atualizações nos próximos 60 dias. Os grupos de trabalho devem apresentar relatórios com detalhes em breve. Se não o fizerem, espere mais frustração tanto de agricultores americanos quanto de compradores chineses. Guerras comerciais não ajudam ninguém, mas promessas não cumpridas também não. Os próximos meses dirão se este acordo é para valer ou apenas mais uma manchete.

O que você precisa saber

  • Fonte: Fortune
  • Publicado: 17 de maio de 2026 às 18:24 UTC
  • Categoria: Negócios
  • Tópicos: #fortune · #negócios · #economia · #política · #governo · #china

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Curadoria da GlobalBR News · 17 de maio de 2026