New Fabian Society report demands Labour create a national care service instead of ducking the issue any longer.
- Labour’s next leader must fix the UK’s failing social care system
- Fabian Society urges a national care service like the NHS
- Politicians have ignored the problem for decades
A crise nos cuidados sociais na Grã-Bretanha não é nova, mas está piorando a cada ano. Enquanto os orçamentos do NHS recebem bilhões em financiamento extra, os cuidados sociais — o sistema que ajuda idosos e pessoas com deficiência a viver de forma independente — são privados de recursos e mão de obra. Os políticos continuam prometendo reformas, mas adiando a solução. É por isso que uma nova coletânea de ensaios da Fabian Society, a ser lançada nesta semana, é tão direta: é hora de parar de falar e começar a construir um verdadeiro serviço nacional de cuidados. Um que funcione como o NHS, com salários justos para os trabalhadores e financiamento suficiente para realmente ajudar as pessoas.
Por que os cuidados sociais estão uma bagunça
Atualmente, os cuidados sociais na Inglaterra são uma loteria por código postal. Se você mora em uma área, pode receber apoio decente para continuar em sua própria casa. Se mora a poucos quilômetros de distância, pode acabar perdendo suas economias para pagar uma casa de repouso. O sistema é injusto, subfinanciado e depende demais de cuidadores familiares não remunerados — em sua maioria mulheres — que se esgotam tentando preencher as lacunas. O relatório da Fabian Society afirma que o próximo líder do Partido Trabalhista deveria tornar a resolução desse problema uma prioridade máxima, independentemente de quem vencer a disputa pela liderança. Afinal, embora o NHS também esteja em dificuldades, pelo menos é gratuito no ponto de uso. Os cuidados sociais não são, e essa é parte do motivo pelo qual estão tão quebrados.
Os números contam a história. Cerca de 1,5 milhão de idosos na Inglaterra não recebem os cuidados de que precisam, segundo a Age UK. Até 2030, espera-se que o número de pessoas com mais de 85 anos dobre. No entanto, os conselhos municipais reduziram os orçamentos de cuidados em £8 bilhões desde 2010. O resultado? Mais pessoas presas em leitos hospitalares porque não há quem cuide delas em casa. Mais famílias obrigadas a vender suas casas para pagar por cuidados. E mais trabalhadores de cuidados sociais pedindo demissão para empregos melhor remunerados em supermercados ou armazéns. O sistema está rachando sob a pressão, e só vai piorar a menos que alguém faça algo drástico.
O plano: um serviço nacional de cuidados
A ideia da Fabian Society não é nova — vem sendo discutida há anos —, mas agora há um movimento para torná-la realidade. O plano é simples: criar um serviço nacional de cuidados que seja gratuito no ponto de uso, como o NHS, financiado por impostos gerais. Os trabalhadores receberiam salários e treinamentos adequados, para que permaneçam no emprego. As famílias não precisariam vender suas casas para pagar por cuidados. E os conselhos municipais não teriam que implorar por migalhas do Tesouro todos os anos. O relatório argumenta que isso não é apenas uma questão de justiça — é uma questão econômica. Cuidados melhores significam menos internações hospitalares, menos pressão sobre o NHS e uma população idosa mais saudável e feliz.
Claro que não será barato. A Health Foundation estima que um serviço nacional de cuidados totalmente financiado custaria pelo menos £10 bilhões por ano. Mas a Fabian Society afirma que é viável se os políticos deixarem de tratar os cuidados sociais como uma reflexão tardia. Eles citam a Escócia, onde um sistema semelhante está em vigor desde 2014. Não é perfeito, mas é melhor do que a abordagem fragmentada da Inglaterra. A principal diferença? A Escócia o financia adequadamente, com aumentos no imposto municipal e orçamentos reservados. O próximo líder do Trabalhista poderia aprender com isso.
Quem está pressionando por mudanças — e quem está bloqueando
A Fabian Society não é o único grupo a pedir reformas. O King’s Fund, um think tank de saúde, vem batendo nessa tecla há anos. O mesmo faz a Age UK, a instituição de caridade que apoia idosos. Até alguns deputados conservadores admitem que o sistema é insustentável, embora não consigam concordar em como consertá-lo. O problema é que reformar os cuidados sociais significa aumentar impostos ou realocar recursos de outros serviços — e nenhum político quer ser aquele que propõe isso antes de uma eleição. É por isso que o tema continua sendo empurrado com a barriga.
Mas a pressão está aumentando. A CQC, o órgão regulador dos serviços de cuidados, recentemente alertou que o sistema está à beira do “colapso”. Casas de repouso estão fechando em ritmo recorde, com 1 em cada 10 leitos perdidos nos últimos cinco anos. Os salários dos trabalhadores de cuidados são tão baixos — muitas vezes pouco acima do salário mínimo — que a rotatividade de pessoal supera 30% ao ano. Enquanto isso, as pessoas que precisam de cuidados estão ficando mais jovens e doentes, com mais pacientes com demência do que nunca. O sistema não consegue acompanhar, e algo precisa ceder.
O que acontece agora?
A disputa pela liderança do Partido Trabalhista é apenas a mais recente distração do trabalho real que precisa ser feito. Quem vencer — Keir Starmer, Lisa Nandy, ou outra pessoa — enfrentará o mesmo dilema: ignorar os cuidados sociais novamente e arriscar outra crise, ou finalmente encarar o problema de frente e promover uma reforma real. O relatório da Fabian Society é um tiro de advertência. Ele diz que o próximo líder do Trabalhista deveria anunciar um plano dentro dos primeiros 100 dias de mandato, com uma rota clara de financiamento e um cronograma para implementação. Não agir não é uma opção. O relógio está correndo, e as pessoas que mais precisam de cuidados não podem esperar mais.
The Guardian
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