Science confirms unborn babies yawn when they see or hear others yawn, starting as early as 24 weeks into pregnancy.
- New study shows fetuses respond to contagious yawning as early as 24 weeks
- Researchers used 4D ultrasound to observe fetal reactions
- Findings suggest social behavior begins in the womb
Um novo estudo publicado na revista PLOS ONE confirma que os bocejos são contagiosos até mesmo antes do nascimento, desafiando pesquisas anteriores que sugeriam que esse comportamento começava após o parto. Utilizando tecnologia de ultrassom 4D, cientistas observaram fetos entre 24 e 36 semanas reagindo a bocejos de pessoas fora do útero, comprovando que o comportamento social começa na fase pré-natal. As descobertas indicam que o bocejo contagioso é muito mais forte do que se acreditava anteriormente, com os fetos respondendo em questão de segundos ao ver ou ouvir um bocejo. Isso sugere que a empatia e a conexão social podem se desenvolver muito antes do esperado. Os pesquisadores analisaram 336 gravações de ultrassom de 19 fetos na Espanha, identificando 55 bocejos em resposta a estímulos externos.
Por que o bocejo é contagioso
O bocejo contagioso está ligado ao comportamento social e à empatia em humanos e alguns animais. Estudos anteriores sugeriam que esse fenômeno começava por volta dos quatro anos de idade, mas esta pesquisa adianta esse marco para o segundo trimestre de gestação. Os cientistas acreditam que o fenômeno está relacionado aos neurônios-espelho — células cerebrais que são ativadas ao observar as ações de outras pessoas. A autora principal do estudo, Dra. Cristina de la Rosa, observou que os fetos não reagiam a movimentos faciais aleatórios, apenas a bocejos.
O que os achados significam
Os resultados implicam que a cognição social começa muito antes do que se documentava anteriormente. Especialistas sugerem que isso pode redefinir a compreensão do desenvolvimento fetal e do comportamento social precoce. O estudo também levanta questões sobre se outras formas de comportamento contagioso, como rir ou chorar, também podem começar no útero. Embora a pesquisa seja limitada a um pequeno grupo de participantes, ela abre novas perspectivas para o estudo das interações sociais pré-natais.
Contraste com pesquisas anteriores
Estudos anteriores sobre bocejos contagiosos focavam no comportamento pós-parto, muitas vezes utilizando estímulos em vídeo para observar reações em bebês e crianças pequenas. Esses estudos situavam o início do bocejo contagioso por volta dos quatro anos de idade, atribuindo-o ao desenvolvimento da consciência social. No entanto, as novas descobertas sugerem que esse comportamento pode ser inato, já presente na biologia humana desde o início da gestação.
Implicações futuras
Os pesquisadores planejam expandir o estudo para incluir mais fetos e estímulos diversos a fim de confirmar os resultados. Se confirmadas, essas descobertas poderão influenciar os cuidados pré-natais e as práticas de vínculo parental. O estudo também destaca a importância da estimulação externa durante a gravidez, sugerindo que a interação com o mundo exterior pode desempenhar um papel no desenvolvimento fetal. A compreensão dos comportamentos sociais precoces também pode fornecer insights sobre transtornos do desenvolvimento, como o autismo, nos quais a empatia e a conexão social são frequentemente afetadas.
ScienceAlert
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