London police brace for clashes as far-right and pro-Palestine protesters converge in large numbers.
- London police deployed thousands to monitor rival protests Saturday
- Far-right activist Tommy Robinson organized the march
- Pro-Palestine demonstrators staged a counter-protest
Milhares de manifestantes lotaram o centro de Londres neste sábado durante um protesto organizado pela extrema-direita, liderado pelo ativista Tommy Robinson, e uma contra-manifestação pró-Palestina, que entraram em confronto sob forte supervisão policial. As autoridades isolaram áreas-chave para evitar confrontos violentos, enquanto as tensões aumentavam em razão da guerra entre Israel e o Hamas e das políticas de imigração.
A polícia confirmou ter mobilizado “recursos significativos” para manter a ordem durante os protestos concorrentes. Ruas ao redor da Praça do Parlamento e da Whitehall foram fechadas, interrompendo o tráfego e o transporte público. Agentes em equipamento de controle de tumultos permaneceram de prontidão enquanto os dois grupos se aproximavam de prédios governamentais, elevando as preocupações com a segurança.
A marcha de extrema-direita começou no início da tarde próximo a Westminster, atraindo apoio de grupos nacionalistas que pedem controle mais rígido das fronteiras e se opõem ao que chamam de “extremismo islamista”. Robinson, conhecido por organizar protestos anti-muçulmanos e anti-imigração, discursou para a multidão, instigando ações contra “infiltração estrangeira” e “elites políticas corruptas”.
Contra-protesto cresce em manifestação pró-Palestina
O evento de extrema-direita logo enfrentou uma contra-manifestação crescente, que evoluiu para um protesto pró-Palestina. Milhares de pessoas exibiam bandeiras palestinas e entoavam slogans condenando a campanha militar de Israel em Gaza. Organizadores afirmaram que a manifestação era de solidariedade aos palestinos e pediam um cessar-fogo imediato.
Testemunhas relataram alguns embates verbais entre os dois grupos, mas não foram confirmados confrontos físicos. A polícia manteve as multidões separadas, usando barreiras e unidades táticas para desativar possíveis pontos de tensão. A presença de agentes montados e drones reforçou a resposta de segurança.
Governo responde ao aumento das tensões
A ministra do Interior, Suella Braverman, emitiu um comunicado no final do sábado, condenando “todas as formas de extremismo” e reafirmando o compromisso do governo com a segurança pública. “Não toleraremos violência ou desordem nas nossas ruas”, declarou. Braverman também criticou grupos de extrema-direita por explorarem divisões nacionais e pediu às comunidades que rejeitem discursos de ódio.
O prefeito de Londres, Sadiq Khan, ecoou o sentimento, enfatizando a necessidade de expressão pacífica, mas alertando contra incitações. “Londres prospera com a diversidade. Nossa força está na unidade, não na divisão”, afirmou em uma publicação nas redes sociais. Ambos os líderes pediram calma enquanto os manifestantes começavam a se dispersar após o pôr do sol.
As autoridades relataram não terem feito prisões relacionadas aos protestos até o início da noite, embora um pequeno número de pessoas tenha sido detido para questionamento próximo às margens das manifestações. A polícia monitorava redes sociais em busca de chamados para escalar ações no domingo.
Com o conflito entre Israel e o Hamas não dando sinais de arrefecimento, manifestações semelhantes são esperadas em toda a Europa nas próximas semanas. Analistas alertam que a retórica polarizada pode alimentar mais distúrbios se soluções políticas não forem alcançadas. Especialistas em segurança afirmam que manter a ordem pública exigirá diálogo constante entre comunidades e forças policiais.
France 24
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