Zimbabwean social media influencers reshape diaspora investment in real estate and farming.
- Diaspora Zimbabweans invest in property and farming after seeing social media posts
- Influencers Kundai Chitima and Kelvin Birioti drive interest through YouTube and Instagram
- Catherine Mutisi moved from temporary visits to permanent relocation based on online content
Zimbabuenses que vivem no exterior estão cada vez mais recorrendo às redes sociais em busca de conselhos de investimento, redefinindo tendências no setor imobiliário e agrícola. Influenciadores digitais como Kundai Chitima, de 31 anos, e Kelvin Birioti, de 20, construíram grandes audiências ao postar vídeos e atualizações sobre oportunidades no Zimbábue. Seu conteúdo — que vai de tours imobiliários a dicas agrícolas — está influenciando decisões sobre retornar ou investir no país.
Para Catherine Mutisi, ex-contadora no Reino Unido, as postagens mudaram seus planos. Após 17 anos no Reino Unido, Mutisi já havia investido no Zimbábue, construindo duas casas e comprando terras. Mas, depois de assistir ao conteúdo de Birioti durante a construção, ela passou de visitas esporádicas a considerar uma mudança permanente. “Gradualmente, minha mente e meus planos mudaram de apenas visitar o Zimbábue para querer me mudar permanentemente”, declarou.
Essa mudança reflete uma tendência mais ampla. Muitos na diáspora agora dependem das redes sociais, em vez de narrativas governamentais ou mídia tradicional, para avaliar a vida no país de origem. Influenciadores como Chitima e Birioti oferecem perspectivas locais, incluindo tendências de mercado e conselhos práticos de agricultura, informações que antes eram inacessíveis para quem está no exterior.
Impacto econômico no Zimbábue
Os setores imobiliário e agrícola estão recebendo crescente interesse do exterior. Investimentos da diáspore em propriedades dispararam em cidades como Harare e Bulawayo, enquanto projetos agrícolas, especialmente em tabaco e milho, atraem financiamentos de retornados e investidores remotos. Segundo relatos locais, as remessas vinculadas a esses investimentos aumentaram mais de 15% nos últimos dois anos.
Chitima, que deixou o Zimbábue em 2010, agora administra um popular canal no YouTube, compartilhando listas de propriedades e dicas de reforma. Seus vídeos frequentemente destacam imóveis subvalorizados e potenciais retornos. Birioti, um influenciador mais jovem, foca em empreendimentos agrícolas, postando tutoriais sobre preparo do solo e rotação de culturas. Ambos acumularam dezenas de milhares de seguidores, muitos deles zimbabuenses no exterior.
Mutisi não está sozinha. Outros no Reino Unido, EUA e África do Sul relatam decisões semelhantes após consumir esse conteúdo. Muitos citam a falta de confiança em relatórios econômicos oficiais e o desejo por insights diretos e relacionáveis como fatores-chave. As plataformas de mídia social tornaram-se conselheiras não oficiais para planejamento financeiro e decisões de vida.
Desafios e ceticismo
Apesar da tendência, o ceticismo persiste. Alguns economistas alertam que as representações nas redes sociais podem simplificar demais os riscos. A instabilidade cambial do Zimbábue e suas políticas de reforma agrária ainda representam desafios para investidores. No entanto, os influenciadores contrapõem enfatizando oportunidades de longo prazo e projetos comunitários. Seu conteúdo frequentemente inclui entrevistas com agricultores locais e corretores imobiliários para agregar credibilidade.
O governo tem tomado nota. Autoridades começaram a colaborar com alguns influenciadores para promover zonas de investimento e programas agrícolas. Embora nem todas as iniciativas sejam bem recebidas — alguns críticos argumentam que se trata de uma forma de relações públicas patrocinadas pelo Estado —, outros veem como um passo em direção à transparência.
O que acontecerá a seguir poderia redefinir a economia do Zimbábue. Se a tendência continuar, mais membros da diáspore podem retornar ou investir, trazendo habilidades e capital. Cidades poderiam ver um boom na construção, enquanto áreas rurais poderiam ganhar novas empresas agrícolas. A mudança também pressiona o governo a melhorar infraestrutura e serviços para atrair e reter esses investidores.
Por enquanto, o poder das redes sociais em moldar decisões da diáspore está claro. Os influenciadores não são mais apenas criadores de conteúdo — eles são guardiões econômicos, guiando para onde o dinheiro flui e quem retorna ao país.
Al Jazeera
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