Georgia’s primary sets up November battles for US Senate and governor, with crowded GOP contests and unopposed Democrats.
- Republicans pick challenger to unseat Democratic Senator Jon Ossoff in November
- Five GOP candidates vie to face Ossoff after his 2020 upset in Georgia
- Democrats decide their nominee for governor in race seen as generational chance to win office
A primária da Geórgia nesta terça-feira não é apenas mais uma eleição. É o primeiro teste real para saber se os republicanos conseguem virar a cadeira do Senado do estado após o democrata Jon Ossoff vencer em 2020 por 1,2 ponto percentual. Ossoff não enfrenta oposição em seu próprio partido, então a votação de terça-feira é toda do lado republicano, onde cinco candidatos disputam a chance de enfrentá-lo em novembro. Os principais nomes do GOP incluem o ex-jogador de futebol americano Herschel Walker, que perdeu para Ossoff em 2022, e o senador estadual Mike Collins, que se apresenta como um conservador ferrenho. As pesquisas mostram uma disputa acirrada, sem um favorito claro ainda. Quem vencer terá de encarar Ossoff em uma das corridas ao Senado mais caras do país neste ciclo. Grupos externos já despejaram milhões em anúncios de ataque, e o eventual candidato republicano precisará mobilizar a base do partido sem afastar os eleitores suburbanos que ajudaram a tornar a Geórgia azul nos últimos anos.
Corrida ao governo pode virar o principal cargo da Geórgia pela primeira vez em 14 anos
Na mesma cédula, os democratas tentam substituir o governador republicano Brian Kemp cujo mandato está no fim. O partido vê nesta eleição a melhor chance em anos de conquistar a cadeira do governador, que está nas mãos do GOP desde 2010. A primária democrata é uma disputa de cinco candidatos liderada pela ex-legisladora estadual Stacey Abrams, que concorre novamente após perder por pouco para Kemp em 2018. Abrams não é a única nome na cédula — outros incluem a ex-prefeita de Columbus, Teresa Tomlinson, e o senador estadual Jason Carter, neto do ex-presidente Jimmy Carter. As políticas de Kemp sobre aborto, direitos de voto e educação têm atraído críticas duras dos democratas, que argumentam que as áreas metropolitanas em crescimento do estado estão prontas para uma mudança. O vencedor enfrentará o candidato republicano em novembro, com questões como financiamento escolar e saúde provavelmente dominando o debate.
Questões que pesam nas cédulas não dizem respeito apenas aos candidatos
Nenhuma das eleições acontece no vazio. A acessibilidade é a principal preocupação dos eleitores, com a inflação ainda apertando mesmo com a queda nos preços da gasolina. Em Atlanta, o aluguel de um apartamento de um quarto chega a US$ 1.800 por mês — alta de 15% em relação ao ano passado —, enquanto os preços dos mantimentos não recuaram. Os republicanos culpam as políticas democratas pela pressão, enquanto os democratas apontam para os lucros corporativos e os cortes de impostos apoiados pelo GOP, que, segundo eles, favorecem os mais ricos. A administração eleitoral é outro ponto de tensão, especialmente após a eleição de 2020, quando a Geórgia se tornou um campo de batalha nacional sobre regras de votação. Candidatos republicanos defendem leis mais rígidas de identificação e limites ao voto por correspondência, enquanto os democratas querem ampliar o acesso. A própria primária tem chamado atenção, com processos judiciais sobre distritos manipulados ainda não resolvidos em algumas áreas.
A lotada primária republicana ao Senado reflete a divisão interna do partido. Herschel Walker, vencedor do Heisman em 1982, traz apelo midiático, mas também cargas de sua campanha de 2022, quando teve dificuldades com questões básicas de política e enfrentou escrutínio por alegações passadas de violência doméstica. Mike Collins, por sua vez, se apresenta como um incendiário ao estilo Trump, atacando Ossoff como fantoche do presidente Biden. Os outros três candidatos — o ex-ranger do Exército Marcus Flowers, o ex-SEAL da Marinha Dan Moody e o empresário David Perdue — tentam se destacar como conservadores mais tradicionais. Perdue, ex-senador dos EUA, tem o apoio de alguns pesos pesados do partido, mas fica atrás em arrecadação em comparação a Walker e Collins.
O que acontece a seguir pode decidir o controle de Washington e Atlanta
A primária de terça-feira vai definir o palco para uma das corridas ao Senado mais caras do país. Ossoff já tem mais de US$ 20 milhões em caixa, enquanto seu eventual adversário precisará levantar pelo menos metade disso para competir. A eleição ao Senado sozinha pode ver US$ 100 milhões em gastos externos, com grupos como o Club for Growth e o Senate Leadership Fund já no ar. Na disputa pelo governo, Abrams começa com vantagem financeira — ela arrecadou US$ 10 milhões no primeiro trimestre —, mas aliados de Kemp estão despejando milhões para impulsionar seu sucessor. Quem vencer na terça-feira terá apenas quatro meses para unificar o partido antes de encarar uma difícil eleição geral em um estado ainda em aberto.
Os resultados terão repercussão além da Geórgia. Uma vitória republicana no Senado daria aos conservadores uma posição mais forte para bloquear a agenda de Biden e influenciar as confirmações da Suprema Corte. Uma vitória democrata no governo poderia mudar o equilíbrio nos tribunais estaduais e no redistritamento à frente do próximo censo. Ambas as eleições também vão testar quanto ainda pesa a influência de Trump em um estado que ele venceu por pouco em 2020, mas perdeu em 2022. Para os eleitores, a primária de terça-feira é a primeira chance de opinar sobre quem eles querem representando-os em Washington e Atlanta — e que tipo de estado a Geórgia quer ser em 2025 e além.
Al Jazeera
Read full article at Al Jazeera →This post is a curated summary. All rights belong to the original author(s) and Al Jazeera.
Was this article helpful?
Discussion