A Copa do Mundo de 2026 será aberta em 11 de junho no México, com 48 seleções nacionais se reunindo nos Estados Unidos, México e Canadá para treinamentos, aclimatação e a fase de grupos. Cada equipe selecionou uma base — seu principal centro de hospedagem, prática, recuperação e preparação para os dias de jogo antes de avançar no torneio. As bases geralmente incluem instalações completas de treinamento, academias, centros médicos, zonas de recuperação e áreas de mídia, garantindo que as equipes tenham tudo o que precisam durante a primeira fase da competição.

Argentina, Brasil, Inglaterra, Portugal, Espanha e Irã estão entre os países que já confirmaram suas bases. A Argentina treinará em Houston, no Texas, enquanto o Brasil estará sediado em Los Angeles, na Califórnia. Os jogadores da Inglaterra ficarão e praticarão em Atlanta, na Geórgia, e a equipe de Portugal estará em Nova York. A Espanha escolheu Kansas City, no Missouri, e o Irã terá sua base em Toronto, no Canadá.

Como as bases são selecionadas e o que incluem

Os países-sede apresentaram propostas à Fifa, que alocou as bases com base em acessibilidade, qualidade dos treinamentos, acesso dos torcedores e suporte logístico. Cada instalação deve atender aos padrões da Fifa para campos, cuidados médicos, recuperação e segurança. As equipes costumam adicionar elementos personalizados — como câmaras de altitude ou piscinas de hidroterapia — adaptados às suas necessidades durante as seis semanas do torneio.

Com as escalações agora praticamente definidas, o foco se volta para a logística. As equipes chegarão semanas antes de suas primeiras partidas para se aclimatar a fusos horários e climas, especialmente aquelas que jogarão em locais de alta altitude, como a Cidade do México, ou em áreas montanhosas do Canadá. As cidades-sede modernizaram infraestrutura, hotéis e campos de treinamento para atender à demanda crescente.

Bases confirmadas para as principais equipes

França, Alemanha, Itália e Holanda devem finalizar suas bases nas próximas semanas, com fortes candidatos provavelmente escolhendo locais em Los Angeles, Dallas ou Vancouver. Esses centros servirão como bases pelo menos durante a fase de grupos, com algumas equipes possivelmente se mudando após avançarem.

Seleções da Ásia e da África — incluindo Japão, Coreia do Sul e Marrocos — também estão finalizando suas escolhas, com muitas optando por cidades dos EUA que possuem aeroportos internacionais e clima ameno em junho. A proximidade com os locais das partidas muitas vezes influencia a decisão, especialmente para as equipes sorteadas nos Grupos A, B ou C, que abrirão a competição em Los Angeles, Cidade do México e Guadalajara, respectivamente.

Acesso dos torcedores e impacto econômico

As bases também funcionam como zonas de engajamento com os torcedores durante os treinamentos, que são abertos ao público em horários agendados. As cidades-sede esperam um impulso no turismo com a chegada de apoiadores, e empresas locais se preparam para o aumento do movimento ao redor dos hotéis e campos de treinamento das equipes. Cidades como Atlanta, Houston e Toronto têm promovido agressivamente suas instalações, destacando comodidades modernas e fortes ligações de transporte.

Segurança e privacidade também são prioridades. A Fifa e as autoridades locais coordenam para proteger as equipes de perturbações, ao mesmo tempo em que permitem acesso controlado à mídia e torcedores credenciados. Os horários de treinamento são divulgados apenas dias antes para evitar aglomerações ou emboscadas.

A lista final das bases será publicada pela Fifa antes de 1º de maio, dando tempo aos torcedores para planejar visitas ou assistir a treinamentos públicos. Até lá, as equipes continuam finalizando suas escalações e equipes técnicas, com médicos e fisioterapeutas já inspecionando as instalações propostas.

À medida que a abertura em 11 de junho se aproxima, o foco nas bases reflete seu papel duplo: um refúgio para a preparação e uma vitrine da prontidão das cidades-sede para sediar o maior evento do futebol global.