US-Nigeria forces kill ISIS senior leader in joint operation in Nigeria.
- US confirms ISIS leader killed in Nigeria joint strike
- Nigerian President Tinubu validates operation outcome
- Rare US-Nigeria military collaboration in West Africa
Um alto líder do grupo Estado Islâmico (IS) foi morto em uma operação militar conjunta dos Estados Unidos e da Nigéria no nordeste da Nigéria, assolado por insurgências, anunciou o presidente dos EUA, Donald Trump, na sexta-feira, e o presidente nigeriano, Bola Tinubu, confirmou no dia seguinte. A operação tinha como alvo um membro de alto valor do IS no estado de Borno, região há muito afetada por insurgências islamitas ligadas a facções do IS e do Boko Haram. Embora nenhum dos governos tenha nomeado o líder do IS, fontes militares locais identificaram o alvo como um comandante regional responsável por planejar ataques na África Ocidental. A missão marca um dos esforços antiterroristas mais significativos da região, onde grupos afiliados ao IS expandiram sua influência apesar de campanhas militares regionais em andamento.
Confirmação de Washington e Abuja
Tinubu, que assumiu o cargo em maio de 2023, reconheceu publicamente a operação durante uma transmissão nacional no sábado. “Nossas agências de segurança, em colaboração com os Estados Unidos, neutralizaram com sucesso um alto líder terrorista”, declarou. A Casa Branca emitiu um breve comunicado confirmando a participação dos EUA, observando que a operação foi conduzida com forças nigerianas. A missão reflete a crescente cooperação de segurança entre EUA e Nigéria, incluindo compartilhamento de inteligência e apoio logístico, em resposta ao aumento das ameaças do IS no Sahel.
A Província da África Ocidental do Estado Islâmico (ISWAP) intensificou os ataques em Borno e estados vizinhos, alvejando civis, trabalhadores humanitários e postos militares. O grupo se separou do Boko Haram em 2016 e jurou lealdade ao IS central em 2019. Analistas militares afirmam que a eliminação de líderes pode enfraquecer a capacidade operacional do grupo, embora o ISWAP tenha demonstrado resiliência por meio de estruturas de comando descentralizadas. A operação segue um padrão de ataques direcionados na região, incluindo uma incursão liderada pela França no Mali em 2022, que resultou na morte de um comandante do IS.
Implicações para a segurança regional
Governos da África Ocidental, com apoio de parceiros internacionais, têm lutado para conter grupos afiliados ao IS diante de fronteiras porosas e governança fraca. O exército nigeriano, o maior da África, recebeu bilhões em assistência de segurança dos EUA, mas os insurgentes continuam a explorar o terreno rural. O ataque conjunto sinaliza maior coordenação entre Abuja e Washington, que interrompeu parte da ajuda militar durante o governo do predecessor de Tinubu devido a preocupações com direitos humanos.
Analistas de segurança alertam que, embora a perda de líderes possa desestabilizar a hierarquia do ISWAP, o grupo costuma compensar por meio de recrutamento e alianças regionais. A operação também levanta questões sobre a estabilidade de longo prazo do nordeste da Nigéria, onde milhões permanecem deslocados após anos de conflito. Agências humanitárias advertem que qualquer escalada nos combates poderia desestabilizar ainda mais uma região já frágil.
O Departamento de Estado dos EUA designou o ISWAP como organização terrorista, e o grupo permanece como alvo prioritário do Comando África dos EUA (AFRICOM), que realizou mais de 20 ataques aéreos na Nigéria e países vizinhos desde 2018. A operação mais recente sublinha a ameaça persistente representada por facções afiliadas ao IS na África Ocidental, apesar de anos de pressão militar. Analistas afirmam que a missão pode incentivar maior cooperação entre Estados africanos e parceiros ocidentais para combater redes extremistas.
France 24
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