Nepali Sherpas Kami Rita and Lhakpa set new Everest summit records in 2024 with 32nd and 11th climbs.
- Kami Rita Sherpa summited Everest for the 32nd time in May 2024
- Lhakpa Sherpa broke her own women's record with an 11th summit
- Both climbs happened during the peak 2024 spring climbing season
A lenda nepalesa Kami Rita Sherpa alcançou o ponto mais alto do mundo pela 32ª vez em 17 de maio de 2024, superando seu próprio recorde estabelecido apenas um ano antes. O guia de 56 anos Kami Rita Sherpa conduz escaladores do Everest todos os anos desde sua primeira conquista em 1994, muitas vezes realizando duas expedições em uma única temporada. Cada escalada aproxima seu corpo dos limites da resistência humana, mas Sherpa trata isso como um trabalho comum. “Não vejo mais como algo grandioso”, disse ele a repórteres após sua última ascensão. “É apenas mais um dia guiando clientes até o topo.” Sua escalada recorde ocorreu durante a movimentada janela de maio, quando as condições climáticas são mais favoráveis para expedições ao Everest.
Enquanto isso, a sherpa de 52 anos Lhakpa Sherpa tornou-se a primeira mulher a escalar o Everest 11 vezes em 22 de maio de 2024. Conhecida como a “Rainha da Montanha”, ela atingiu o topo pela primeira vez em 2000 e detém o recorde feminino desde 2018. Ao contrário de Kami Rita, que trabalha principalmente como guia, Lhakpa Sherpa foca em suas próprias escaladas, enquanto também apoia sua família no Nepal. Até mesmo sua filha escalou o Everest em 2022, tornando-as a primeira dupla mãe-filha a atingir o cume. “Cada escalada é diferente”, disse ela em uma entrevista recente. “A montanha nos testa de novas formas a cada vez.”
Suas escaladas recorde destacam a dominância do Nepal no guiamento do Everest. Quase todas as expedições dependem de guias sherpas nepaleses, que carregam cargas pesadas, fixam cordas e garantem a segurança dos clientes. A Associação de Montanhismo do Nepal estima que os sherpas representam 90% da mão de obra no Everest. Autoridades do turismo afirmam que esses recordes chamam atenção para o patrimônio de montanhismo do Nepal, ao mesmo tempo em que inspiram novos escaladores a tentar o pico de forma responsável.
Por que esses recordes são importantes
Além das conquistas pessoais, essas escaladas refletem a transformação das expedições ao Everest. Os 32 cumes de Kami Rita Sherpa — mais do que qualquer outro ser humano — mostram como o guiamento comercial evoluiu desde os anos 1990. Naquela época, apenas alpinistas de elite tentavam o Everest. Agora, centenas pagam entre US$ 30 mil e US$ 100 mil por expedições guiadas a cada ano. Os 11 cumes de Lhakpa Sherpa como mulher quebram barreiras em um esporte dominado por homens e desafiam estereótipos sobre o que as mulheres nepalesas podem alcançar.
Ambos os escaladores também enfatizam melhorias na segurança na montanha. Kami Rita Sherpa tem sido vocal sobre reduzir as multidões na Passagem Hillary, o gargalo próximo ao cume que causou congestionamentos fatais em 2019. Lhakpa Sherpa tem defendido melhores previsões meteorológicas e regulamentações mais rígidas de escalada para prevenir acidentes. Suas experiências em altitudes elevadas lhes conferem credibilidade única ao advogar por mudanças.
O negócio do Everest
Suas conquistas ocorrem enquanto o governo do Nepal debate regras mais rígidas para escaladores. Em 2024, o Nepal aumentou a taxa de escalada do Everest para US$ 15 mil para estrangeiros, como parte de esforços para gerenciar a superlotação. O governo argumenta que taxas mais altas reduzirão o lixo e melhorarão a segurança, mas críticos dizem que isso exclui operadoras menores. Guias sherpas como Kami Rita e Lhakpa ganham cerca de US$ 5 mil a US$ 10 mil por temporada, muito menos do que as empresas de expedição cobram dos clientes.
Enquanto isso, a temporada de escalada viu sua mistura usual de triunfo e tragédia. Em 19 de maio, um experiente escalador indiano morreu próximo ao Acampamento 4 após atingir o cume. Sua morte elevou o número de vítimas no Everest em 2024 para pelo menos 12, incluindo sherpas e guias. Cada fatalidade renova os debates sobre se o Everest tornou-se excessivamente comercializado. Defensores argumentam que as escaladas guiadas tornam a montanha acessível a quem não poderia tentar sozinho. Oponentes dizem que as multidões criam condições perigosas.
O que vem pela frente
Kami Rita Sherpa diz que planeja continuar guiando por pelo menos mais dois anos, visando seu 34º cume. Lhakpa Sherpa está focando na família e no mentoring de jovens escaladores, incluindo sua filha. Ambos acreditam que o futuro do montanhismo no Nepal depende de melhor treinamento e pagamento mais justo para os guias. “A montanha não se importa com quem você é”, disse Lhakpa Sherpa a repórteres. “Respeite-a, e ela permitirá que você retorne.” Seus recordes servem tanto como inspiração quanto como lembrete de que os desafios do Everest vão muito além do cume.
Al Jazeera
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