David Baddiel reveals how Three Lions became England's football anthem for 25 years.
- Song topped UK charts for 11 weeks during Euro 1996
- Co-writers Baddiel and Frank Skinner originally planned a comedy song
- Anthem became England's unofficial football team song
O hino que se tornou “Three Lions (Football’s Coming Home)” começou como uma piada. Em 1996, o comediante David Baddiel e seu ex-parceiro de comédia Frank Skinner se uniram ao irmão de Lily Allen, Alfie Allen, e ao músico Ian Broudie, da banda The Lightning Seeds, para criar o que viria a ser o hino futebolístico mais duradouro da Inglaterra.
Originalmente intitulado “Three Lions on a Shirt”, a canção foi encomendada pela BBC Sport como parte da cobertura da Euro 1996. Baddiel e Skinner pretendiam fazer um tributo descontraído às esperanças da Inglaterra no futebol, e não uma previsão séria de vitória. “Nós a escrevemos em cerca de 20 minutos”, lembrou Baddiel em recente entrevista à BBC Sport. “Era para ser uma música engraçada para o torneio, não uma espécie de profecia.”
Do sucesso passageiro ao hino nacional
A letra cativante e nostálgica da canção ressoou com os torcedores. Ela liderou a UK Singles Chart por 11 semanas durante a Euro 1996, tornando-se o hino não oficial do futebol inglês. A frase “It’s coming home” — que era uma ironia — foi abraçada pelos torcedores como um grito de guerra. O desempenho da Inglaterra naquele verão ficou aquém das semifinais, mas a canção permaneceu como um símbolo de esperança nacional.
“Nunca esperávamos que durasse”, admitiu Baddiel. “Na época, achávamos que era apenas uma música boba para um torneio de futebol. O fato de as pessoas ainda cantarem 25 anos depois é extraordinário.” A versão original continua sendo o hino futebolístico mais vendido da história do Reino Unido.
Reinvenções e legado duradouro
“Three Lions” foi relançada cinco vezes, cada uma coincidindo com grandes torneios — como em 2010, 2018 e 2020. Cada versão liderou as paradas novamente, comprovando seu apelo atemporal. A versão de 2018, com Skinner, Baddiel e o comediante Rob Brydon, alcançou o primeiro lugar após a campanha da Inglaterra na Copa do Mundo.
O impacto cultural da canção vai além do futebol. Ela foi citada em filmes, programas de TV e discursos políticos. Em 2018, a então primeira-ministra Theresa May mencionou a letra em um discurso sobre as negociações do Brexit. O hino até inspirou um documentário de 2019, “Three Lions: The Official Story”, que explora o fenômeno.
Por que ainda ressoa
Baddiel atribui a longevidade da canção à sua ressonância emocional. “O futebol é tribal para tantas pessoas”, explicou. “A canção captura essa esperança compartilhada e decepção que todo torneio traz. Não se trata de vencer — é sobre pertencimento.”
A simplicidade e a inclusividade do hino o tornaram uma força unificadora. Quer seja cantado em bares, estádios ou salas de estar, “Three Lions” une gerações de torcedores. Para muitos, ele representa a essência de torcer pela Inglaterra — esperançoso, mas temperado pela experiência.
A cada torneio, novos fãs descobrem a canção, garantindo seu lugar no folclore do futebol inglês. Como Baddiel observou: “Ela se tornou parte da mobília do futebol inglês. E enquanto houver futebol, ela estará lá.”
BBC Sport
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