Starmer survives mass Labour calls to resign after five minister exits in two days.
- Starmer clings to power after 89 Labour MPs urge his resignation
- Five junior ministers quit in 48 hours, including one critic calling him a ‘lame duck’
- Former Health Secretary Wes Streeting and Andy Burnham eye leadership bids
O primeiro-ministro Keir Starmer sobreviveu à pior semana de sua liderança após quase 90 parlamentares do Partido Trabalhista assinarem uma carta exigindo sua renúncia. A revolta veio após as demissões de cinco ministros juniores em apenas 48 horas, incluindo a ministra Helen Hayes, que teria dito a colegas que Starmer havia se tornado um líder “manco”. A magnitude da rebelião interna não era vista no Trabalhismo desde a derrota do partido nas eleições gerais de 2010, sob Gordon Brown. Parlamentares de todas as alas do partido assinaram a carta, sinalizando que o controle de Starmer sobre a legenda está se esvaindo rapidamente.
As demissões começaram com a ministra Helen Hayes, que deixou o cargo no Ministério da Educação na quarta-feira. Até quinta-feira, mais quatro ministros juniores haviam seguido o mesmo caminho — um do Tesouro, um do Ministério do Interior e dois do Ministério de Negócios. Hayes teria dito a colegas que não acreditava mais que Starmer pudesse vencer as próximas eleições. Sua saída, a primeira de um ministro desde que Starmer assumiu o cargo em julho de 2024, desencadeou um clima de pânico entre os parlamentares trabalhistas, já nervosos com as pesquisas em queda.
Quem quer a saída de Starmer — e quem poderia substituí-lo?
O ex-ministro da Saúde Wes Streeting já afirmou que concorreria em qualquer disputa pela liderança, sinalizando que está pronto para desafiar Starmer caso receba apoio suficiente de parlamentares. Streeting, um centrista que atuou como secretário de sombra da Saúde sob Jeremy Corbyn, tem se posicionado como a melhor opção do partido para reconquistar eleitores desiludidos. Ele argumenta que o Trabalhismo precisa agir mais rápido em crescimento econômico e serviços públicos, uma mensagem que ressoa com muitos parlamentares frustrados com a abordagem cautelosa de Starmer.
Enquanto isso, Andy Burnham, prefeito da Grande Manchester, planeja um retorno ao Parlamento. Burnham confirmou que concorrerá à eleição suplementar de Makerfield no próximo mês, assento que o Trabalhismo perdeu para os conservadores em 2023. Sua decisão de voltar à disputa é vista como um desafio direto à liderança de Starmer, especialmente considerando o histórico de Burnham como ex-ministro de gabinete nos governos de Gordon Brown e Tony Blair. Aliados de Burnham afirmam que ele se posiciona como o candidato capaz de unir as alas esquerda e direita do partido.
Por que isso importa além de Westminster
A crise ocorre enquanto a vantagem do Trabalhismo nas pesquisas sobre os conservadores encolheu para números de um dígito, muito distante dos 20 pontos de vantagem que Starmer desfrutava no verão passado. Pesquisas internas do partido, vazadas para veículos de mídia nesta semana, mostram que os eleitores estão cada vez mais frustrados com o progresso lento do Trabalhismo em promessas-chave, como a reforma do NHS e a recuperação econômica. As demissões e a rebelião interna sugerem que a autoridade de Starmer está se erodindo, não apenas em Westminster, mas em todo o país.
As próximas semanas podem determinar se Starmer sobrevive ou se o Trabalhismo mergulha em outra batalha pela liderança. Streeting e Burnham são os desafiantes mais visíveis, mas outros podem surgir se a pressão sobre Starmer se intensificar. O Comitê Executivo Nacional do partido se reúne na próxima semana para discutir a crise, e uma votação formal de confiança não pode ser descartada. Por enquanto, a equipe de Starmer insiste que ele permanece no cargo, mas o clima em Westminster está longe de estar tranquilo.
O que acontecerá a seguir depende de dois fatores: se mais ministros renunciarem ou se Starmer conseguirá reunir parlamentares suficientes ao seu redor. Se as demissões continuarem, o partido pode enfrentar uma eleição pela liderança antes das próximas eleições gerais, previstas para 2029. Seria um momento histórico para o Trabalhismo, marcando a primeira vez em mais de uma década que o partido troca de líder no meio do mandato sem perder uma eleição.
France 24
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