Hearts’ 2023 title near-miss proves Bloom’s data-driven strategy could keep them competitive annually.
- Bloom’s analytics firm drives Hearts’ on-field decisions since 2020.
- Hearts finished second in 2023, their best finish in 66 years.
- Bloom’s approach focuses on sustainable data-driven squad building.
Hearts chegou agonizantemente perto de pôr fim a uma seca de 66 anos sem títulos na temporada passada, terminando a apenas três pontos atrás dos campeões Celtic na Scottish Premiership. Os donos do clube de Edimburgo, liderados por Tony Bloom, intensificaram desde então sua dependência de análises de dados para garantir futuros desafios pela liderança. Bloom, um apostador profissional que se tornou investidor esportivo, transformou a abordagem do Hearts em relação à contratação e decisões táticas por meio de sua empresa sediada em Brighton, produzindo resultados tangíveis em um curto período de tempo.
O marco da temporada 2023 do Hearts
A campanha de 2022-23 do Hearts marcou um ponto de virada, com o time garantindo sua maior pontuação na história da Premiership (76 pontos) e ainda chegando à final da Copa da Escócia. O estilo defensivo sólido e de contra-ataque da equipe, sob o comando do técnico Steven Naismith, surpreendeu Celtic e Rangers em várias ocasiões. O investimento de Bloom em análises — com a contratação de especialistas para avaliar jogadores e tendências do adversário — teve um papel direto na formação da identidade do elenco, especialmente no mercado de transferências.
A estratégia de recrutamento do clube mudou de uma abordagem tradicional de olheiros para um modelo que prioriza métricas mensuráveis, como gols esperados (xG), taxas de conclusão de passes e transições defensivas. O Hearts contratou jogadores como Lawrence Shankland e Ben Williamson, ambos que prosperaram no novo sistema. Shankland, em particular, tornou-se o artilheiro da liga com 24 gols, um recorde ligado ao novo foco analítico do clube.
A visão de longo prazo de Bloom para o Hearts
Bloom adquiriu o Hearts em 2014 com um mandato claro: restaurar o clube ao topo do futebol escocês sem gastos descontrolados. Sua abordagem baseada em dados permitiu que o Hearts competisse financeiramente com clubes maiores, identificando talentos subvalorizados, como Jake Mulraney e Andy Halliday. O modelo contrasta fortemente com o de Celtic e Rangers, que muitas vezes gastam dezenas de milhões a mais que os rivais, mas têm enfrentado dificuldades com consistência em suas próprias campanhas pelo título.
As regras de Fair Play Financeiro (FFP) no futebol escocês têm incentivado ainda mais o modelo do Hearts. A empresa de Bloom construiu uma reputação de maximizar recursos limitados, uma estratégia que em breve pode se estender além do elenco. Relatos sugerem que o Hearts está explorando análises de dados para melhorar o engajamento dos torcedores e a receita comercial, áreas que Bloom tem priorizado desde que assumiu o clube.
Desafios pela frente para o Hearts
Apesar do progresso, o Hearts enfrenta obstáculos para sustentar a disputa pelo título. A dominância financeira do Celtic continua sendo um desafio significativo, com o clube de Glasgow gastando mais de £100 milhões a mais que o Hearts nas últimas janelas de transferências. Lesões em jogadores-chave como Shankland e John McGinn — ex-aluno da academia do Hearts que deixou o clube para jogar no Aston Villa — também expuseram as limitações de profundidade do elenco.
O contrato do técnico Naismith expira em 2024, levantando dúvidas sobre continuidade. Bloom tem elogiado publicamente o trabalho do treinador, mas não descartou uma mudança caso os resultados piorem. O dono também sinalizou novos investimentos em infraestrutura, incluindo instalações para a base, para reduzir a dependência de importações caras.
O panorama maior do futebol escocês
A ascensão do Hearts sob o modelo de Bloom chamou a atenção de outros clubes escoceses que buscam alternativas aos gastos tradicionais. Aberdeen e Dundee United começaram a adotar análises de dados no recrutamento, embora nenhum tenha alcançado ainda a consistência recente do Hearts. A tendência reflete uma mudança mais ampla no futebol, onde clubes de médio porte usam tecnologia para competir com gigantes financeiros.
Para Bloom, o objetivo é claro: construir um modelo sustentável que mantenha o Hearts competitivo ano após ano, independentemente das colocações na liga. A quase conquista em 2023 foi um passo nessa direção, mas o verdadeiro teste virá nas próximas temporadas, à medida que Celtic e Rangers se adaptam a essa nova abordagem.
A próxima temporada revelará se o Hearts consegue construir sobre 2023 ou se sua campanha de 2024 se tornará outro desafio próximo, mas insuficiente.
BBC Sport
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