London saw two big Saturday protests: one against immigration fears, another for Palestinian rights.
- Protesters marched through central London Saturday
- One crowd opposed immigration and Islamic influence fears
- Another group supported Palestinians in Gaza and West Bank
Uma onda de manifestações varreu o centro de Londres no sábado enquanto duas multidões separadas marcharam pelas ruas, cada uma carregando mensagens drasticamente diferentes. A primeira manifestação, organizada pelo grupo Stop the Boats UK, reuniu dezenas de milhares de pessoas para se opor ao que chamaram de imigração descontrolada e uma suposta ameaça à identidade britânica pela influência islâmica. Muitos carregavam cartazes com os dizeres “Recuperem o Controle” e “Nenhuma Migração em Massa a Mais”. O grupo está ativo desde 2022, defendendo controles mais rígidos de fronteira e redução nos números de migração líquida, que atingiram recorde de 745 mil no ano passado. Essa manifestação seguiu uma marcha semelhante em março que reuniu cerca de 40 mil pessoas, mostrando a crescente frustração pública com as políticas de imigração do governo atual.
A segunda manifestação, liderada pela Campanha de Solidariedade à Palestina, lotou as ruas próximas à Praça do Parlamento com gritos de “Liberdade para a Palestina” e cartazes exigindo o fim da guerra em Gaza. Os organizadores afirmaram que 80 mil pessoas participaram, enquanto a polícia estimou cerca de 50 mil. O grupo tem sido um crítico contundente da política do governo britânico em relação a Israel, pedindo sanções e embargos de armas. Essa marcha ocorreu poucos dias depois de um tribunal britânico decidir que as exportações de armas para Israel poderiam continuar, apesar das preocupações com mortes de civis em Gaza. A manifestação também coincidiu com uma onda global de ações de solidariedade ligadas aos seis meses de guerra, que, segundo autoridades de saúde de Gaza, já matou mais de 32 mil palestinos.
Presença policial e pequenos confrontos
A força policial de Londres, a Metropolitan Police, mobilizou mais de 1.500 agentes para gerenciar as manifestações, que permaneceram em grande parte pacíficas. No entanto, as tensões esquentaram brevemente quando um pequeno grupo de contra-manifestantes — alinhados a grupos de extrema-direita — tentou romper as linhas policiais perto da rota da manifestação contra a imigração. Os agentes formaram escudos e usaram táticas de dispersão para evitar a violência. Um porta-voz da Met Police confirmou 12 prisões, na maioria por delitos contra a ordem pública e posse de armas ofensivas. Não houve relatos de ferimentos graves, mas os policiais apreenderam facas e fogos de artifício de vários indivíduos.
Por que essas manifestações importam agora
As marchas simultâneas destacam divisões profundas na sociedade britânica sobre dois dos temas mais polêmicos que o país enfrenta. A imigração tem dominado as manchetes desde que os últimos números do governo mostraram a migração líquida em níveis recorde, impulsionada por chegadas de Hong Kong, Índia e Oriente Médio. Críticos argumentam que o sistema está quebrado, enquanto apoiadores das políticas atuais apontam para a escassez de mão de obra em setores-chave como saúde e hospitalidade. Enquanto isso, a guerra em Gaza reacendeu debates sobre o papel do Reino Unido em conflitos globais, com protestos ficando mais altos desde outubro. O governo tem enfrentado pedidos para adotar uma postura mais firme contra Israel, mas até agora manteve apoio à ação militar, ao mesmo tempo em que defende pausas humanitárias nos combates.
O que acontece a seguir
Organizadores de ambas as manifestações prometeram manter a pressão. O Stop the Boats UK planeja uma série de comícios menores em cidades como Birmingham e Manchester ao longo do próximo mês, mirando parlamentares locais que apoiam as políticas atuais de imigração. A Campanha de Solidariedade à Palestina convocou uma greve nacional em 12 de abril, pedindo que trabalhadores paralisem suas atividades em protesto contra as vendas de armas do Reino Unido a Israel. Políticos de várias vertentes já estão respondendo — alguns ecoando as demandas dos manifestantes, enquanto outros alertam contra o que chamam de retórica extremista. Por enquanto, as ruas de Londres se acalmaram, mas as questões que impulsionam essas marchas não desaparecerão tão cedo.
France 24
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