O CEO da Zillow, Jeremy Wacksman, está investindo alto no trabalho remoto — e a aposta está dando certo. Desde que assumiu o comando em agosto de 2024, Wacksman transformou a estratégia de contratação da gigante do setor imobiliário em um modelo remote-first chamado CloudHQ. O resultado? Os funcionários agora trabalham de todos os estados, não apenas das poucas filiais que a empresa antes dependia. “Vemos enormes benefícios na contratação”, disse Wacksman no podcast Fortune Leadership Next em 2025. “Antes, tínhamos pessoas em apenas alguns lugares. Agora, o talento está em toda parte.” Isso contrasta fortemente com a onda de retorno ao escritório que varre a América corporativa, onde muitos líderes insistem que os funcionários voltem às mesas, mesmo enquanto cargos remotos se tornam mais difíceis de preencher em cidades de alto custo.

A aposta da Zillow não é apenas sobre acesso — é sobre velocidade. A contratação remota permite que a empresa agilize as vagas, reduzindo o tempo necessário para contratar alguém. Em um mercado onde os melhores candidatos desaparecem em questão de dias, isso é uma vantagem competitiva. Wacksman não inventou o trabalho remoto, mas é um dos poucos CEOs que o tornaram o padrão — não a exceção. O modelo também reduz custos. Não há necessidade de realocar novos contratados para centros caros como Seattle ou Nova York, e os salários podem ser ajustados aos mercados locais. Isso é um ganho para o resultado financeiro da empresa e para os funcionários, que mantêm mais do seu salário.

Mas o trabalho remoto não é apenas uma questão de números. Ele está redefinindo como as equipes colaboram. As ferramentas da Zillow — como documentos compartilhados, atualizações assíncronas e standups por vídeo — são projetadas para uma força de trabalho que nunca se encontra pessoalmente. A empresa argumenta que esse modelo atrai profissionais autônomos que prosperam sem micromanagement. Os críticos, no entanto, ainda questionam se os cargos remotos prejudicam a cultura empresarial a longo prazo. A resposta de Wacksman? “Não estamos sacrificando a cultura. Estamos redefinindo-a.”

A mudança não é exclusiva da Zillow, mas é rara no setor imobiliário, uma indústria muitas vezes ligada a locais físicos. Rivais como Redfin e Realtor.com ainda dependem de escritórios regionais. Até agora, a aposta da Zillow parece inteligente. As vagas no site agora atraem um pool de talentos mais amplo, e a empresa afirma estar preenchendo cargos mais rapidamente do que antes. Isso é especialmente útil em departamentos técnicos, como ciência de dados ou engenharia, onde a competição por habilidades é acirrada.

E o que vem pela frente? Wacksman planeja intensificar ainda mais, expandindo os cargos remotos em suporte ao cliente e marketing. O objetivo não é apenas contratar mais pessoas — é contratar as pessoas certas, não importa onde elas vivam. A pergunta maior é se outras empresas seguirão o exemplo. Se o modelo da Zillow continuar dando resultados, pode forçar os concorrentes a reconsiderar suas próprias políticas. Por enquanto, pelo menos, o experimento remote-first da gigante do setor imobiliário está funcionando. E, em um mercado de trabalho onde a flexibilidade é rei, essa é uma vantagem poderosa.