UK traders are shutting down as food prices have nearly tripled in a year.
- Food prices have surged up to 200% for some products in 12 months
- Small traders say they can't afford to restock at new prices
- Dozens of shops have closed in the last six months alone
Uma caixa de damascos secos de 12 kg custava £35 há um ano. Hoje, a mesma caixa custa £100 — quase o triplo do preço. Essa é a realidade que John Mitchell, dono de uma queijaria em Manchester, contou à BBC News. Com 20 anos de experiência no ramo, ele afirma nunca ter visto nada parecido. “Estou comprando queijo por £12 o quilo agora. Antes, era £6,50”, disse. “Não há como vender a um preço que os clientes aceitem e ainda obter lucro.” Mitchell fechou as portas de sua loja na semana passada, após 15 anos de operação. Ele não está sozinho. Comerciantes em todo o Reino Unido relatam a mesma situação: os preços sobem tão rápido que muitos não conseguem acompanhar e estão fechando definitivamente.
Inflação de alimentos atinge mais duramente pequenos negócios
A British Retail Consortium afirma que os preços dos alimentos subiram 19,1% no ano até junho de 2023, a maior alta desde o início dos registros. Mas para pequenos comerciantes, a dor é ainda mais intensa. Sarah Thompson, dona de uma mercearia de bairro em Bristol, diz que suas contas de atacado para itens básicos como macarrão e tomates enlatados dobraram. “Antes, eu comprava um saco de 10 kg de macarrão por £8. Agora, custa £18. Não posso simplesmente absorver isso”, afirmou. “Meus clientes já estão enfrentando dificuldades. Se eu aumentar os preços, eles irão para outro lugar.” Thompson reduziu pela metade o tamanho de seus pedidos para economizar, mas isso significa ficar sem estoque com mais frequência. Ela já teve que dispensar clientes regulares que não encontravam o que precisavam.
Cadeias de suprimentos estão se rompendo sob pressão
O problema não é apenas a inflação no Reino Unido. As cadeias globais de suprimentos ainda estão desorganizadas devido a anos de interrupções causadas pela pandemia, a guerra na Ucrânia e condições climáticas extremas. Os damascos secos vêm principalmente da Turquia e da Ásia Central. O custo de transportar um contêiner de 40 pés de Istambul para Felixstowe quase dobrou desde 2020. E há ainda a crise energética. Os preços do gás atacadista no Reino Unido dispararam 300% no inverno passado, e os produtores de alimentos estão sentindo o impacto. Uma padaria em Leeds fechou no mês passado após sua conta de energia pular de £2.500 para £9.000 por mês. O dono, David Clark, disse que não podia repassar o custo sem perder todos os clientes.
Comerciantes estão sendo criativos — ou desistindo
Alguns pequenos negócios estão tentando sobreviver mudando sua forma de operar. A The Grocery Trader Association afirma que 12% de seus membros passaram a fazer entregas menores e mais frequentes para reduzir custos de armazenamento. Outros estão eliminando linhas de produtos. Um feirante em Birmingham contou à BBC que agora só vende maçãs e batatas porque tudo o mais está muito caro. “Antes, eu tinha 30 tipos diferentes de frutas e legumes. Agora, tenho dois”, disse. “Não é o que os clientes querem, mas é o que posso pagar.” Mas nem todos conseguem se adaptar. A Federação de Pequenas Empresas estima que 3 mil lojas fecharam no primeiro semestre de 2023, muitas por causa do aumento dos custos. Isso representa um salto de 20% em relação ao mesmo período do ano passado.
O que vem pela frente?
O Banco da Inglaterra espera que a inflação permaneça acima de 5% até meados de 2024. Para os comerciantes, isso significa que não há alívio à vista. Mitchell, o queijeiro de Manchester, agora está em busca de um emprego. Thompson, dona da mercearia em Bristol, está rezando por um milagre. Clark, o padeiro de Leeds, está considerando se mudar para a Irlanda, onde os custos de energia são menores. Mas, por enquanto, o círculo vicioso continua: preços mais altos significam menos vendas, o que reduz o caixa para comprar estoque, o que leva a preços ainda mais altos. Até que isso mude, mais lojas fecharão e mais comunidades perderão seus estabelecimentos locais.
BBC News
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