Sleep apps can worsen insomnia by adding stress and providing inaccurate data, new research shows.
- Sleep apps can increase stress in people with insomnia, researchers found
- Apps often give an inaccurate picture of sleep quality and duration
- Constant monitoring may lead to orthosomnia, an unhealthy obsession with sleep
Um novo estudo publicado na Frontiers in Psychology levanta preocupações sobre os aplicativos de rastreamento do sono, especialmente para pessoas que sofrem de insônia. A pesquisa descobriu que esses apps muitas vezes aumentam o estresse em vez de melhorar a qualidade do sono. Para quem tem insônia, a pressão constante para atingir metas de sono pode piorar o problema ao invés de resolvê-lo. Os pesquisadores afirmam que os aplicativos de sono podem fornecer dados enganosos, levando à frustração e a noites ainda mais sem descanso. O estudo analisou como o monitoramento do sono afeta pessoas com insônia de forma diferente daquelas sem problemas de sono. Descobriu-se que pessoas com insônia são mais propensas a desenvolver uma fixação doentia em suas métricas de sono. Essa condição, chamada de orthosomnia, transforma o sono em um problema de desempenho em vez de um processo natural.
Os aplicativos de sono prometem um descanso melhor ao rastrear tudo, desde as fases do sono até a frequência cardíaca. Mas, para pessoas com insônia, os dados muitas vezes não correspondem à realidade. Uma pessoa pode ver no app que dormiu 4 horas, mas sentir que ficou acordada a noite toda. Essa discrepância pode piorar a insônia ao adicionar ansiedade sobre não ter dormido bem o suficiente. Os pesquisadores descobriram que pessoas com insônia tendem a verificar seus aplicativos de sono com mais frequência, o que aumenta o estresse. O estudo aponta que os aplicativos de sono não são inúteis — eles podem ajudar algumas pessoas, especialmente aquelas sem insônia crônica. Mas, para outras, os apps criam um ciclo de estresse e noites sem dormir. Os pesquisadores sugerem que pessoas com insônia devem evitar depender dos aplicativos para rastreamento. Em vez disso, recomendam focar em tratamentos comprovados, como a terapia cognitivo-comportamental para insônia (CBT-I) ou consultar um especialista em sono.
Os aplicativos de sono ainda podem ser úteis para entender padrões gerais de sono, mas não devem substituir o aconselhamento profissional. O estudo também destaca um problema maior: a tendência da indústria do bem-estar de promover o auto-monitoramento constante. Os aplicativos de sono fazem parte de uma onda em que as pessoas rastreiam tudo, desde passos até calorias e níveis de estresse. Mas, quando se trata de sono, muitos dados podem fazer mais mal do que bem. Os pesquisadores alertam que a orthosomnia está se tornando mais comum à medida que os aplicativos de sono ganham popularidade. Eles afirmam que a chave é o equilíbrio — usar os apps para obter insights, mas não deixar que eles controlem a ansiedade relacionada ao sono. O estudo não diz que os aplicativos de sono devem desaparecer, mas sugere que eles precisam de diretrizes melhores para usuários com insônia. Os pesquisadores pedem mais estudos para entender como esses apps afetam diferentes tipos de dormidores. Até lá, pessoas com insônia podem querer pensar duas vezes antes de confiar seus dados de sono a um aplicativo. Médicos e especialistas em sono já estão notando mais pacientes reclamando que os aplicativos pioram sua insônia. Alguns até dizem que os apps os fazem se sentir como se estivessem falhando em algo tão básico quanto adormecer.
A mensagem é clara: os aplicativos de sono não são universais. O que ajuda uma pessoa pode prejudicar outra, especialmente se essa pessoa já luta contra a insônia.
Healthline
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