Cannes debut film explores boy’s 1990s Mexico City upbringing shaped by father’s illness and childhood romance.
- Film premieres at Cannes Critics’ Week 2024
- Director Bruno Santamaría Razo makes fiction debut
- Story follows boy’s journey through father’s illness and first love
A inocência de um menino desaparece quando seu pai adoece e seus sentimentos pela melhor amiga se intensificam no primeiro longa-metragem de ficção de Bruno Santamaría Razo, Seis Meses em um Prédio Rosa e Azul. O filme, que será exibido na seção Semana da Crítica do Festival de Cannes, mistura a dor da infância com uma alegria inesperada ao revisitar a Cidade do México dos anos 1990 por meio de uma lente de amor e nostalgia.
Santamaría Razo, cuja trajetória inclui trabalhos em documentários, transforma sua história pessoal em uma narrativa que ressoa com temas universais de família, perda e primeiro amor. O título do filme reflete as cores vibrantes do prédio onde grande parte da história se passa — um local que se torna símbolo tanto de confinamento quanto de descoberta.
Uma Infância Transformada pela Doença e pelo Primeiro Amor
A história gira em torno do jovem Mateo, cuja vida muda quando seu pai recebe o diagnóstico de uma doença grave. A luta da família para lidar com a situação obriga Mateo a amadurecer além de sua idade, enquanto seu afeto crescente pela melhor amiga complica sua inocência infantil. O filme captura a dualidade entre a dor e a ternura durante esse período transformador.
Santamaría Razo filmou em Cidade do México, usando o cenário dos anos 1990 para ancorar a história em um contexto cultural e histórico específico. As raízes documentais do diretor são evidentes no estilo íntimo e observacional do filme, que confere autenticidade à turbulência emocional da adolescência.
Estreia em Cannes Destaca Novas Vozes no Cinema Global
A inclusão do filme na Semana da Crítica de Cannes reforça o compromisso do festival com novos talentos. A seção tem sido há muito tempo uma plataforma para diretores estreantes e narrativas ousadas, e Seis Meses em um Prédio Rosa e Azul se encaixa nessa tradição. Um trecho exclusivo lançado antes da estreia oferece um vislumbre do tom terno, mas comovente, do filme.
A abordagem de Santamaría Razo evita o melodrama, focando em momentos sutis que revelam a profundidade das lutas dos personagens. O cerne emocional do filme reside em sua representação do conflito interno de Mateo — equilibrando a dor pelo pai com a confusão e a excitação de suas primeiras experiências românticas.
O diretor, que cresceu na Cidade do México durante os anos 1990, se inspirou em suas próprias experiências para moldar a história. Sua capacidade de equilibrar humor e tristeza confere ao filme uma autenticidade rara, fazendo com que ressoe com o público além de seu contexto cultural. O estilo visual da obra, marcado por cores quentes e iluminação natural, envolve ainda mais os espectadores na época retratada.
O Que Vem a Seguir para o Filme e Seu Diretor?
Após sua estreia em Cannes, o filme será exibido em outros festivais antes de buscar distribuição. Santamaría Razo já está desenvolvendo seu próximo projeto, que explorará outra história profundamente pessoal. Por enquanto, Seis Meses em um Prédio Rosa e Azul se destaca como uma estreia convincente que reafirma o poder da narrativa pessoal no cinema.
Hollywood Reporter
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